Gnosticismo, Gnose, Nova Era
Gnosticismo era um movimento religioso (não uma religião
única e identificável) e filosófico, amplo (popular em
todo o mundo greco-romano, nos séculos I e II), multifacetado
e difuso (permeando muitas outras religiões e filosofias):
apesar de poderem diferir em algumas preferências ou avaliações
subjetivas sobre importâncias relativas, gnósticos caracterizavam-se
por todos basicamente clamarem possuir ou procurarem supremamente
algum tipo de conhecimento secreto (Gnose) sobre as naturezas
do universo e da existência humana. Gnosticismo, Gnose
e Nova Era são re-expressões da tentação do Diabo em Gen
3:4-5:
4 Então a serpente disse à
mulher: Certamente não morrereis. 5 Porque Deus
sabe que no dia em que dele comerdes se abrirão
os vossos olhos, e sereis como Deus,
SABENDO o bem e o mal.
Através dos séculos o gnosticismo tem sobrevivido, aqui
parecendo ter se recolhido às sombras, ali reaparecendo
com vigor sob novos e diferentes nomes e disfarces.
O movimento Nova Era (particularmente a seita Gnose) é
nada mais que o atual e multifacetado reavivamento do
Gnosticismo. Por isso escolhemos estudar tudo junto.
As idéias básicas do Gnosticismo, Gnose e Nova Era permeiam
várias religiões, filosofias, a psicanálise, a medicina,
os filmes músicas e meios de comunicação, a política,
a sociologia, etc., abrangendo termos tais como:
acupuntura, adivinhação, alienígenas, alquimia, amuletos,
aromaterapia, astral, astrologia, aura, bio-feedback,
bio-realimentação , bruxaria, cabala, canalização, chakras,
clariaudiência, clarividência, consciente, consciente
coletivo, contatos imediatos de terceiro grau, cristais,
cromoterapia, despachos, duendes, energia cósmica, engenharia
genética, espiritismo, espíritos guias, estados alternados
de consciência, ETs, eugenia, evolucionismo, extra terrestres,
fadas, fascismo, feitiçaria, filtros, fotografia kirliana,
genoma, gnosticismo, guias, gurus, hipnose, holístico,
homeopatia, humanismo, I Ching, ioga, iris-terapia, kardecismo,
karma, kundalinio, maçonaria, magia, magia branca, magia
negra, mágica, mantra, marxismo, medicinas alternativas,
médium, mediunidade, melhoria racial, mestre ascendido,
metafísica, misticismo, monismo, naturalismo, nazismo,
necromancia, nirvana, numerologia, o eu superior, oculto,
panteísmo, paranormalidade, pedra filosofal, pensamento
positivo, PES percepção extra-sensorial, pirâmides, poções,
poder da mente, poder da palavra, psi, psicocinese, psíquico
(médium), quiromancia, reencarnação, registros akashicos,
samadi, sensitivo (medium), símbolos gráficos e sonoros,
sincretismo, sincronicidade, sinergia, sintropia, sortilégios,
tantara, tao, tarô, teísmo, telecinese, telepatia, transe,
visão global, Yang, Ying, zen, zodíaco.
Citaremos o verbete "Gnosticismo" de O Novo Dicionário
da Bíblia, Edições Vida Nova, vol. II, 2a. edição,
páginas 674 - 675, 1978 (ênfases por sublinhados são minhas,
de Valdenira):
GNOSTICISMO:
Termo derivado do vocábulo grego gnosis, 'conhecimento',
e tradicionalmente aplicado a um conjunto de ensino
herético que a Igreja primitiva teve de enfrentar nos
dois primeiros séculos de nossa era. Entretanto, atualmente
é largamente aplicado para aquelas formas da religião
helenista, tanto pré-Cristã como pós-Cristã, que exibem
características semelhantes àquelas heresias (vide LITERATURA
HERMÉTICA), e algumas vezes a qualquer forma de religião
em que o dualismo e a possessão de conhecimento superior
são elementos importantes: por isso tem sido aplicado
a certas porções do Novo Testamento e, de fato, ao Cristianismo
como um todo.
I. CARACTERÍSTICAS
A classificação corre o perigo de tornar-se por demais
lata e variável para continuar sendo útil. Entretanto,
visto que o termo gnosticismo é por consenso comum aplicado
a certas [várias] heresias surgidas no seio da Cristandade,
essas heresias podem servir como índice de seus característicos.
A despeito de enormes diferenças quanto ao conteúdo
intelectual e moral, e em proximidade para com o Cristianismo
autêntico, é possível traçar nessas heresias um fundo
comum de idéias. Os inimigos dessas idéias, os Pais
da Igreja, nos provêem a principal evidência a respeito,
mas citavam livremente os escritos gnósticos, e as recentes
descobertas em Quenobosquiom (q.v.) sugerem que os Pais
da Igreja, apesar de se terem mostrado inteiramente
francos em sua opinião, não estavam mal informados.
A nota chave do gnosticismo era o conhecimento: a possessão
de certos segredos que serviriam afinal para unir a
alma com Deus. O fim do conhecimento era, dessa
maneira, a salvação, a qual incluiria na concepção dos
gnósticos, purificação e imortalidade, e se baseava
num arcabouço de filosofia contemporânea, mitologia
ou astrologia; os diferentes elementos contribuintes
e prevalentes davam origem a sistemas diferentes. No
gnosticismo a total separação entre Deus e a matéria
(reputada, conforme o dogma grego, como inerentemente
má) era ponto subentendido, e o drama da redenção se
efetuava dentro de um complexo de seres intermediários.
A alma do homem que podia ser salvo, na idéia gnóstica,
era uma fagulha da divindade aprisionada no corpo: a
redenção, pois, consistia para eles da libertação da
alma de sua contaminação corporal e de sua absorção
por sua Fonte.
Quase todas a doutrinas Cristãs cardeais foram revisadas
nos moldes desse pensamento. O arcabouço mitológico
da redenção não tinha qualquer ponto de contacto com
o Antigo Testamento (o qual era rejeitado
ou pelo menos ignorado), enquanto que era diminuído
a significação dos fatos históricos do ministério, da
morte e da ressurreição de Jesus. De fato, a opinião
sobre Deus e o homem, conforme fica subentendida, freqüentemente
levava à negação da realidade dos sofrimentos de
Cristo e, algumas vezes, da realidade da própria
encarnação do Filho. A criação, segundo o
gnosticismo, teria sido um acidente, um equívoco,
ou até mesmo o ato malévolo de um antideus. A
ressurreição e o julgamento eram re-interpretados para
que fossem refinados seus pontos 'crus'. O pecado se
tornava uma contaminação de fácil remoção; a Igreja
era substituída por um clube de indivíduos 'iluminados'
que supostamente possuiriam segredos escondidos da multidão
daqueles que não se podiam salvar e até mesmo dos não-iniciados
ainda que afirmassem possuir o mesmo Redentor. A ética
se centralizava em torno da manutenção da pureza, a
qual, em muitos casos, envolvida a negação do sexo
e de outros apetites físicos, enquanto que noutros
casos (baseando-se nas mesmas premissas), envolvia a
prática de uma indulgência sem quaisquer restrições.
II. DESENVOLVIMENTO
Sincretismo e acomodação são partes da essência do gnosticismo.
A dívida -- freqüentemente muito indireta -- à filosofia
grega, é óbvia; entretanto, o gnosticismo é mais do
que (na famosa frase de Harnack) 'a aguda helenização
do Cristianismo'. Antes da vinda de Cristo, o misticismo
oriental, o asceticismo, e a astrologia entraram num
mundo grego-romano despedaçado pelo temor da morte,
tendo surgido aquilo que Gilbert Murray chamou de 'O
Fracasso dos Nervos' (Five Stages of Greek Religion,
1925, capítulo iv). O racionalismo confiante cedeu
lugar à busca pela salvação. As forma de pensamento
que caracterizam tantas das heresias da Cristandade
já eram observáveis em algumas religiões helenísticas
pré-cristãs.
Tem sido insistentemente afirmado que o pensamento religioso
gnóstico emergiu de elementos gregos e orientais, sob
a influência, como estimulante ou transmissor, do Judaísmo
disperso. Apoio para este ponto de vista (rejeitado
por Jonas e outros) tem sido tirado dos documentos quenobósquios
(vide R. M. Grant, Gnosticism and Early Christianity,
1959). Porém, ainda é cedo demais para dogmatizarmos;
contudo, é digno de nota que a maior parte dos ensinos
do tipo gnóstico, mencionados no Novo Testamento (vide
abaixo), conta com elementos judaicos, que as primitivas
congregações cristãs eram freqüentemente herdeiras das
sinagogas da dispersão, e que os Pais da Igreja vêem
as heresias quase como uma sucessão desde Simão Mago
(q.v.). Existem mesmo eruditos que reputam o Cristianismo
como apropriador e re-interpretador de um mito-Redentor
básico do gnosticismo (cf., por exemplo, R. Bultmann,
Primitive Christianity in its Contemporary Setting,
1956, pags. 162ss), ainda que, até o momento, não tenha
sido possível demonstrar que tal mito fizesse parte
integral do pensamento gnóstico pré-Cristão; nem são
os documentos Mandeanos de seus modernos descendentes
(vide NAZARENO) altamente relevantes a respeito das
primitivas seitas 'batistas' da Palestina, visto que
sofrerão tão poderosas influências posteriormente.
III. O GNOSTICISMO E O NOVO TESTAMENTO
A 'heresia colossense' combinava especulações filosóficas,
poderes astrais, reverência a intermediários angélicos,
tabus alimentares, e práticas ascéticas com empréstimos
do Judaísmo (Col 2:8-23; vide COLOSSENSES).
8 Tende cuidado, para que ninguém
vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas,
segundo a tradição dos homens, segundo os rudimentos
do mundo, e não segundo Cristo; 9 Porque nele
habita corporalmente toda a plenitude da divindade;
10 E estais perfeitos nele, que é a cabeça
de todo o principado e potestade; 11 No qual também
estais circuncidados com a circuncisão não feita por
mão no despojo do corpo dos pecados da carne, a circuncisão
de Cristo; 12 Sepultados com ele no batismo, nele também
ressuscitastes pela fé no poder de Deus, que o ressuscitou
dentre os mortos. 13 ¶ E, quando vós estáveis mortos
nos pecados, e na incircuncisão da vossa carne, vos
vivificou juntamente com ele, perdoando-vos todas as
ofensas, 14 Havendo riscado a cédula que era contra
nós nas suas ordenanças, a qual de alguma maneira nos
era contrária, e a tirou do meio de nós, cravando-a
na cruz. 15 E, despojando os principados e potestades,
os expós publicamente e deles triunfou em si mesmo.
16 ¶ Portanto, ninguém vos julgue pelo comer, ou
pelo beber, ou por causa dos dias de festa, ou da lua
nova, ou dos sábados, 17 Que são sombras das coisas
futuras, mas o corpo é de Cristo. 18 Ninguém vos domine
a seu bel-prazer com pretexto de humildade e culto dos
anjos, envolvendo-se em coisas que não viu; estando
debalde inchado na sua carnal compreensão, 19 E não
ligado à cabeça, da qual todo o corpo, provido e organizado
pelas juntas e ligaduras, vai crescendo em aumento de
Deus. 20 Se, pois, estais mortos com Cristo quanto aos
rudimentos do mundo, por que vos carregam ainda de ordenanças,
como se vivêsseis no mundo, tais como: 21 Não toques,
não proves, não manuseies? 22 As quais coisas todas
perecem pelo uso, segundo os preceitos e doutrinas dos
homens; 23 As quais têm, na verdade, alguma aparência
de sabedoria, em devoção voluntária, humildade, e em
disciplina do corpo, mas não são de valor algum senão
para a satisfação da carne.
As epístolas pastorais denunciam a pregação composta de
mitologia e genealogia (1Ti 1:4-8),
4 Nem se dêem a fábulas
ou a genealogias intermináveis, que mais produzem
questões do que edificação de Deus, que consiste na
fé; assim o faço agora. 5 ¶ Ora, o fim do mandamento
é o amor de um coração puro, e de uma boa consciência,
e de uma fé não fingida. 6 Do que, desviando-se alguns,
se entregaram a vãs contendas; 7 Querendo ser
mestres da lei, e não entendendo nem o que dizem nem
o que afirmam. 8 Sabemos, porém, que a lei é boa,
se alguém dela usa legitimamente;
assinaladas por rigoroso asceticismo (1Ti 4:3-7),
3 Proibindo o casamento,
e ordenando a abstinência dos alimentos que Deus
criou para os fiéis, e para os que conhecem a verdade,
a fim de usarem deles com ações de graças; ... 7 Mas
rejeita as fábulas profanas e de velhas, e exercita-te
a ti mesmo em piedade;
'fábulas judaicas' (Tit 1:14-16),
14 Não dando ouvidos às
fábulas judaicas, nem aos mandamentos de homens
que se desviam da verdade. 15 Todas as coisas são
puras para os puros, mas nada é puro para os contaminados
e infiéis; antes o seu entendimento e consciência estão
contaminados. 16 Confessam que conhecem a Deus, mas
negam-no com as obras, sendo abomináveis, e desobedientes,
e reprovados para toda a boa obra.
espiritualização da ressurreição (2Ti 2:18),
Os quais se desviaram da
verdade, dizendo que a ressurreição era já feita, e
perverteram a fé de alguns.
e perniciosos acompanhamentos morais (2Ti 3:5-7)
5 Tendo aparência de piedade,
mas negando a eficácia dela. Destes afasta-te. 6
Porque deste número são os que se introduzem pelas
casas, e levam cativas mulheres néscias carregadas de
pecados, levadas de várias concupiscências; 7 Que
aprendem sempre, e nunca podem chegar ao conhecimento
da verdade.
-- o conjunto inteiro era falsamente denominado gnosis
(1Ti 6:20).
O Timóteo, guarda o depósito
que te foi confiado, tendo horror aos clamores vãos
e profanos e ás oposições da falsamente chamada CIÊNCIA,
A cancerosa heresia refutada nas epístolas joaninas
negava a humanidade de Cristo (1Jo 4:3; 2Jo 1:7).
E todo o espírito que não
confessa que Jesus Cristo veio em carne não é de Deus;
mas este é o espírito do anticristo, do qual já
ouvistes que há de vir, e eis que já está no mundo.
(1 Joãn 4:3)
Porque já muitos enganadores entraram no mundo, os
quais não confessam que Jesus Cristo veio em carne.
Este tal é o enganador e o anticristo. (2 Joãn 1:7)
É usada a frase dos falsos mestres e que cheira a gnosticismo
'as cousas profundas de Satanás' (Apo 2:24).
Mas eu vos digo a vós, e aos
restantes que estão em Tiatira, a todos quantos não
têm esta doutrina, e não conheceram, como dizem,
as profundezas de Satanás, que outra carga
vos não porei.
Algumas das características menos satisfatórias da vida
da igreja de Corinto refletem termos e conceitos desenvolvidos
pelo gnosticismo:
o deleite na gnosis (1Co 8:1; 13:8)
Ora, no tocante às coisas sacrificadas
aos ídolos, sabemos que todos temos ciência. A ciência
incha, mas o amor edifica. (1 Coríntios 8:1)
O amor nunca falha; mas havendo profecias, serão aniquiladas;
havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá;
(1 Coríntios 13:8)
e na sabedoria (1Co 1:17-21);
17 ¶ Porque Cristo enviou-me,
não para batizar, mas para evangelizar; não em sabedoria
de palavras, para que a cruz de Cristo se não faça vã.
18 Porque a palavra da cruz é loucura para os que perecem;
mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus. 19
Porque está escrito: Destruirei a sabedoria dos sábios,
E aniquilarei a inteligência dos inteligentes. 20 Onde
está o sábio? Onde está o escriba? Onde está o inquiridor
deste século? Porventura não tornou Deus louca a sabedoria
deste mundo? 21 Visto como na sabedoria de Deus o mundo
não conheceu a Deus pela sua sabedoria, aprouve a Deus
salvar os crentes pela loucura da pregação.
o perigoso liberalismo de alguns quanto às questões sexuais,
enquanto que outros punham em dúvida o acerto [aconselhabilidade]
do próprio casamento (1Co 6:13 ss; cap 7)
... 2 Mas, por causa da
prostituição, cada um tenha a sua própria mulher, e
cada uma tenha o seu próprio marido. 3 O marido pague
à mulher a devida benevolência, e da mesma sorte a mulher
ao marido. 4 A mulher não tem poder sobre o seu próprio
corpo, mas tem-no o marido; e também da mesma maneira
o marido não tem poder sobre o seu próprio corpo, mas
tem-no a mulher. 5 Não vos priveis um ao outro, senão
por consentimento mútuo por algum tempo, para vos aplicardes
ao jejum e à oração; e depois ajuntai-vos outra vez,
para que Satanás não vos tente pela vossa incontinência.
... 9 Mas, se não podem conter-se, casem-se. Porque
é melhor casar do que abrasar-se. 10 ¶ Todavia, aos
casados mando, não eu mas o Senhor, que a mulher não
se aparte do marido. 11 Se, porém, se apartar, que
fique sem casar, ou que se reconcilie com o marido;
e que o marido não deixe a mulher. 12 Mas aos outros
digo eu, não o Senhor: Se algum irmão tem mulher
descrente, e ela consente em habitar com ele, não a
deixe. 13 E se alguma mulher tem marido descrente, e
ele consente em habitar com ela, não o deixe.
e negavam o fato da ressurreição (1Co 15:12).
Ora, se se prega que Cristo
ressuscitou dentre os mortos, como dizem alguns dentre
vós que não há ressurreição de mortos? (1 Coríntios
15:12 BRP)
Essas coisas eram apenas sintomas; certamente não constituíam
ainda um sistema; porém exibiam o solo onde os sistemas
gnósticos se desenvolviam tão luxuriantemente. E Paulo,
em réplica a essas coisas, pode empregar o vocabulário
gnóstico, ao mesmo tempo que o desinfetava (1Co 2:6ss;
6 ¶ Todavia falamos sabedoria
entre os perfeitos; não, porém, a sabedoria deste mundo,
nem dos príncipes deste mundo, que se aniquilam; 7 Mas
falamos a sabedoria de Deus, oculta em mistério, a qual
Deus ordenou antes dos séculos para nossa glória; 8
A qual nenhum dos príncipes deste mundo conheceu; porque,
se a conhecessem, nunca crucificariam ao Senhor da glória.
9 Mas, como está escrito: As coisas que o olho não viu,
e o ouvido não ouviu, E não subiram ao coração do homem,
São as que Deus preparou para os que o amam. 10 Mas
Deus no-las revelou pelo seu Espírito; porque o Espírito
penetra todas as coisas, ainda as profundezas de Deus.
cf. Bultmann em TWNT, s.v. Gnosis; E. T. Gnosis, 1952):
por exemplo, Paulo pode revolucionar a idéia gnóstica
do pleroma (q.v.) dos seres intermediários declarando
que o pleroma inteiro acha-se em Cristo (Col 1:19).
Porque foi do agrado do
Pai que toda a plenitude nele habitasse,
Tais depredações, características do Novo Testamento,
contra a terminologia religiosa contemporânea alcançam
contato mental com aquele vocabulário criado no seio do
Cristianismo sem, entretanto, ceder coisa alguma ao pensamento
não-bíblico. O arcabouço do Novo Testamento -- quer sobre
a eleição, ou sobre o conhecimento de Deus, ou sobre a
Palavra, ou sobre o Redentor -- é provido pela revelação
do Antigo Testamento, não importando de onde tenha provido
a terminologia empregada. O gnosticismo, com seus elementos
gregos, orientais e judaicos, quer considerado como uma
religião mundana (cf. G. Quispel, Gnosis als Weltreligion,
1951) ou simplesmente como uma tendência, permaneceu como
sistema caracteristicamente pagão. Apegou-se ao Cristianismo
meramente como um parasita, e tomou forma definida
alimentando-se do mesmo. Quando muito era um desejo de
alcançar os alvos cristãos conforme uma maneira pagã.
O Evangelho da Verdade mostra um homem apegando-se,
através da tradição Cristã, a uma Cruz para a qual o sistema
dá pouca importância; eventualmente, porém, os gnósticos
da Cristandade foram obrigados a escolher entre o Evangelho
e o maniqeísmo.
Terminamos de citar "O Novo Dicionário da Bíblia", passaremos
a citar artigo copiado de http://www.umpjau.hpg.com.br/artigos/artigo_00.htm(site
Presbiteriano):
A BÍBLIA E A NOVA ERA
Os textos bíblicos contestam claramente os ensinamentos
da Nova Era.
A – DEUS
1) Espírito Pessoal
Joã 4:24 “Deus é espírito; e importa que
os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade”.
Gên 17:1 “Quando atingiu Abraão a idade de noventa e
nove anos, apareceu-lhe o Senhor e disse-lhe
Eu sou o Deus Todo-Poderoso: anda na minha presença
e sê perfeito”.
2) Expressão Máxima
e Absoluta de Amor
Mat 3:16 “Batizado Jesus, saiu logo da água, e eis que
se lhe abriram os céus, e viu o Espírito de Deus descendo
como pomba vindo sobre ele”.
Mat 3:17 “E eis uma voz dos céus, que dizia: Este
é o meu Filho amado, em quem me comprazo”.
1Joã 4:8 “Aquele que não ama não conhece a Deus, pois
Deus é amor”.
3) Juiz do Universo
Eze 34:20 “Por isso, assim lhes diz o Senhor Deus;
Eis que eu mesmo, julgarei entre ovelhas gordas e
ovelhas magras”.
Ato 17:30b “agora, porém, notifica aos homens que
todos em toda parte se arrependam”.
Ato 17:31 “por quanto estabeleceu um dia em que há
de julgar o mundo com justiça por meio de um varão que
destinou e acreditou diante de todos, ressuscitando-o
dentre os mortos”.
4) Único
Isa 44:6 “Eu sou o primeiro, eu sou o
último, e além de mim não há Deus”.
B – JESUS CRISTO
A Nova Era afirma que Cristo veio sobre Jesus por ocasião
de seu batismo e partiu 3 anos depois com a sua morte
na cruz.
1) A Bíblia
relata que Jesus é:
a) Emanuel
“Deus Conosco”
Mat 1:23 “Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho
e ele será chamado pelo nome de Emanuel, que quer dizer:
Deus conosco” (Isa 7:14).
b) Salvador
Luc 2:11 “é que hoje vos nasceu na cidade de Davi, o
Salvador, que é Cristo, o Senhor”.
Gl. 2:20 “logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive
em mim; e esse viver que agora tenho na carne, vivo pela
fé no Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou
por mim”.
c) Deus e homem (totalmente)
Joã 1:1 “No princípio era o verbo e o verbo estava com
Deus e o Verbo era Deus:
Joã 1:14 “e o verbo se fez carne e habitou entre nós,
cheio de graça e de verdade e vimos a sua glória, glória
como a do unigênito do Pai”.
...
2) Em sua deidade
absoluta, Jesus é chamado:
a) Deus forte
Isa 9:6 “Porque um menino nos nasceu, um filho se
nos deu; o governo está sobre os seus ombros; e o nome
será Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade,
Princípio da Paz.
b) Criador e sustentador
do Universo
Col 1:15 “Ele é a imagem do Deus invisível, o primogênito
de toda a criação".
Col 1:16 “pois nele foram criadas todas as coisas,
nos céus e sobre a terra as visíveis e as invisíveis,
sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer
potestades. Tudo foi criado por meio dele e para ele”.
Col 1:17 “Ele é antes de todas as cousas Nele tudo
subsiste pelo seu filho”.
Heb 1:3 “Ele que é o resplendor de glória e a expressão
exata de seu ser, sustentando todas as cousas pela palavra
de seu poder, depois de ter feito por si mesmo a purificação
dos nossos pecados, assentou-se à direita da majestade
nas alturas”.
c) Alfa e Ômega, o primeiro
e o último, o princípio e o fim –
Apo 22:13 “Eu sou o Alfa e o Ômega, o primeiro e o
último, o princípio e o fim”.
d) O único Caminho, a
Verdade e a Vida
Joã 14:6 “Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho,
a verdade e a vida: ninguém vem ao Pai, senão por mim.”
C – JUÍZO, CÉU E INFERNO
Mat 25:41 “Então o rei dirá também aos que estiverem
à sua esquerda: Apartai-vos de mim, malditos, para o
fogo eterno, preparado para o diabo e seus anjos”.
Mat 25:46 “E virão estes para o castigo eterno, porém
os justos para a vida eterna”.
D – SALVAÇÃO
A Bíblia ensina que temos uma única oportunidade nesta
vida de obter a salvação, não duas ou mais (a reencarnação
pregada pela Nova Era):
Heb 9:27 “Aos homens está ordenado morrerem uma só
vez, vindo, depois disso o juízo”.
É impossível alcançar o padrão de conduto que Deus exige.
Para isto se manifestou o Filho de Deus: morrer pelos
pecados do mundo a fim de que, pela fé (e não obras),
o homem se reconcilie com Deus.
Luc 24:45,46 e 47 – Jesus explica as Escrituras, 45
“Então lhes abriu o entendimento para compreenderem
as Escrituras; 46 e lhes disse: Assim está escrito que
o Cristo havia de padecer e ressuscitar dentre os mortos
no terceiro dia; 47 e que em seu nome se pregasse arrependimento
para remissão de pecados, a todas as nações, começando
de Jerusalém”.
1Ped 2:24 “carregando ele mesmo em seu corpo, sobre
o madeiro, os nossos pecados, para que nós, mortos aos
pecados, vivamos para a justiça; por suas chagas fostes
sarados”.
Jesus Cristo é o nosso único e suficiente Salvador.
Ato 4:12 ‘E não há salvação em nenhum outro; porque
abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre
os homens, pelo qual importa que sejamos salvos”.
Terminamos de citar o artigo de http://www.umpjau.hpg.com.br/artigos/artigo_00.htm
(site Presbiteriano)
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