Autor: Profº Paulo Emilho
É uma pena, mas não deu. Como diz o discurso uniforme dos perdedores: "Não foi dessa vez". Perdemos a Copa do Mundo. E o pior: mais uma vez pra França de Zidane. Espero que ele não tenha tomado o elixir da juventude, pois todo brasileiro detestaria ter de encontrá-lo nos próximos mundiais. Entretanto, provavelmente, acabará ocupando o banco de reservas como técnico, para que só a sua presença amedronte os adversários, e, principalmente, os brasileiros. Livrar-se desse trauma não vai ser difícil, mas conseguiremos um dia.
Bem, o certo é que perdemos feio. Muito feio mesmo. Infelizmente, não podemos reclamar muito dos nossos jogadores, pois a apatia deles em campo parecia muito com a nossa na vida política e social do Brasil. Diferente de nós, entretanto, eles estão com a vida ganha, cheia de milhões de dólares e de euros, enquanto do lado debaixo do Equador, existe um povo sofrido e batalhador, porém, igualmente apático em relação às questões sociais, políticas e espirituais. Eles, em certa medida, refletiram o momento anestesiante em que a sociedade brasileira vive diante da vida e das situações que exigem de nós um posicionamento urgente e decisivo.
Infelizmente hoje as pessoas não querem se posicionar e assumir compromissos que exijam mudanças de posturas e de atitude. Foi assim com a seleção brasileira naquele triste sábado. Ninguém chamou a responsabilidade do jogo para si. Ficaram apáticos, de salto alto, achando como disse Cafu que, a qualquer momento poderiam ter feito um gol na França e levar a partida para a prorrogação. Lei do engano. Perderam a Copa e o sonho do Hexa virou pesadelo.
Muitos hoje em dia de igual modo não querem assumir um compromisso pessoal com Deus, e dessa forma, estão perdendo não apenas a Copa do Mundo de Futebol estão perdendo também a Vida Abundante que Deus tem para elas. Uma vida de alegria em meio às lutas do dia a dia. Uma vida que não depende da alegria que a Copa do Mundo pode trazer para franceses ou italianos. Uma vida de paz interior que não depende de como anda a sua conta corrente. Emfim, uma vida diferente daquela que é oferecida pela nossa sociedade do consumo e utilitarista. Na verdade, a vida de Deus não depende de nada nem de ninguém, mas sim DELE próprio, do seu amor por mim e por você.
A Copa do Mundo para os brasileiros acabou, mas como diz o ditado popular: "a vida continua". Certamente, é muito melhor ganhar a vida de Deus do que ganhar a Copa. O que ela simboliza só tem valor enquanto estamos de olhos abertos nesse mundo. Porem, quando o nosso tempo aqui acabar e o coração parar de bater, precisaremos da vida de Deus em nós, e esse tipo de vida fará muita diferença em nossa existência eterna.
Pense nisso! É muito melhor perder a Copa e ganhar a vida de Deus em nós do que ganhar a Copa e não ter a vida de Deus pulsando em nosso viver diário.
Assim, não precisamos ficar tristes! Ainda estamos vivos e enquanto vivos estivermos teremos a oportunidade de experimentar em nossas vidas a vida de Deus. Meu desafio a você é não perder tempo, e buscar com todas as suas forças a vida de Deus, enquanto os seus olhos estão bem abertos.
Fonte site: Central Gospel